A arte desta capa foi criada por Kurt Cobain e reflete os temas sombrios e viscerais presentes no álbum.
“Incesticide”, lançado em 1992, configura-se como um dos registros mais autênticos e viscerais da trajetória do Nirvana. Embora não se trate de um álbum de estúdio convencional, esta coletânea singular oferece aos fãs uma perspectiva privilegiada sobre as origens da banda. Com efeito, o disco reúne lados B, demos e faixas raras gravadas entre 1988 e 1991, ou seja, o período que antecedeu a explosão meteórica de “Nevermind”. Dessa forma, “Incesticide” torna-se um artefato essencial para aqueles que almejam compreender a essência criativa de Kurt Cobain.
Lançado de maneira relativamente apressada pela DGC Records, “Incesticide” cumpriu, a princípio, um duplo propósito. Primeiramente, atendeu à crescente efervescência dos fãs por material inédito da banda após o sucesso estrondoso de “Nevermind”. Em segundo lugar, representou uma manobra estratégica do Nirvana para reafirmar o controle sobre sua sonoridade e sua mensagem artística. Apesar de sua natureza compilativa, o disco irradia uma coesão surpreendente, o que, por sua vez, sublinha o talento intrínseco e a identidade sonora inconfundível do trio de Seattle.
Diversas músicas se destacam por sua força bruta e energia quase caótica. Veja algumas das mais marcantes:
Além dessas, o álbum ainda apresenta covers — como “Molly’s Lips” e “Son of a Gun”, do The Vaselines — que revelam as influências alternativas da banda. Essas faixas não são apenas tributos, mas também formas de Kurt dar visibilidade a artistas que admirava.
A despeito de uma produção que pode ser considerada dispersa, o álbum emana um forte senso de urgência e uma honestidade palpável. Ao contrário de buscar agradar ao grande público, “Incesticide” desnuda o Nirvana em sua forma mais genuína. Aliás, foi precisamente essa autenticidade que sempre estabeleceu uma conexão profunda com seus admiradores.
Mesmo mais de 30 anos depois, Incesticide ainda é relevante. Isso acontece por três motivos principais:
Muitas pessoas ignoram coletâneas por acreditarem que são “sobras”. Mas nesse caso, as faixas descartadas são tão importantes quanto os hits. Portanto, quem quer conhecer o Nirvana além de “Smells Like Teen Spirit” e “Come As You Are” precisa ouvir Incesticide.
Em termos musicais, o álbum mostra um Nirvana transitando entre o punk hardcore, o grunge e o pop alternativo. Essa mistura caótica, mas eficaz, foi o que definiu o som da banda. Ao ouvir Incesticide, é fácil perceber as raízes punk e as influências de bandas como Melvins, The Vaselines e Sonic Youth.
Enquanto Nevermind foi cuidadosamente produzido para conquistar o rádio, Incesticide mantém a sujeira e a espontaneidade do início da banda. Isso agrada tanto aos fãs antigos quanto aos novos que buscam profundidade artística.
Embora Incesticide tenha sido criado como uma compilação para fãs hardcore, ele vai além disso. É um documento sonoro que mostra a evolução da banda. Para quem deseja entender o que fazia o Nirvana ser único, esse disco é uma peça-chave.
Você pode começar por ele se quiser fugir do óbvio. Ao mergulhar nessas faixas menos conhecidas, vai perceber o quanto a autenticidade sempre foi o motor da banda.
Com 15 faixas cheias de personalidade, Incesticide é uma obra que continua a emocionar. Embora o furacão da fama o tenha lançado, ele mantém os pés no chão. Mostra que o Nirvana sempre foi fiel à sua essência — mesmo quando o mundo inteiro tentava moldá-los.
Se você ainda não ouviu esse disco com atenção, essa é a hora. Dê o play e descubra por que Incesticide é indispensável na trajetória do Nirvana.
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