Capa original do Nevermind (1991) - Nirvana - Bebê nadando com nota de dólar
Quando Nevermind foi lançado em setembro de 1991, a indústria musical não imaginava o terremoto que estava por vir. Na verdade, o segundo álbum do Nirvana não apenas catapultou a banda ao estrelato, mas também redefiniu completamente o cenário do rock mundial. Antes de mais nada, é importante destacar que este trabalho marcou a transição do grunge underground para o mainstream.
Para começar, a equipe do Nirvana escolheu o lendário Sound City Studios como palco para as gravações, com Butch Vig assumindo o controle criativo da produção. Vale ressaltar que, embora o orçamento tenha superado em muito o de Bleach, a banda conseguiu preservar sua essência crua e autêntica. Por outro lado, quando Dave Grohl se juntou à formação na bateria, ele imediatamente trouxe uma nova energia, potencializando especialmente faixas como “Breed” e “Stay Away” com sua pegada única.
Além disso, Andy Wallace desempenhou um papel fundamental ao aplicar sua mixagem característica, que conferiu ao álbum seu brilho profissional inconfundível. No entanto, Kurt Cobain demonstrou resistência inicial a essa abordagem mais polida, defendendo veementemente a aspereza das demos originais. Ainda assim, essa tensão criativa acabou por gerar um resultado final que, paradoxalmente, conquistou tanto o público alternativo quanto as rádios comerciais.
Por exemplo, “Smells Like Teen Spirit” se tornou o hino de uma geração, combinando um riff contagiante com letras cheias de ambiguidade. Da mesma forma, “Lithium” equilibrava versos melancólicos com refrões explosivos, mostrando a dualidade característica de Cobain.
Em contraste, “Something in the Way” apresentava um lado mais sombrio e introspectivo, quase como um prenúncio do que viria em In Utero. Enquanto isso, “Come As You Are” destacava-se pelo uso inovador de efeitos de guitarra, provando que a banda podia ser ao mesmo tempo experimental e acessível.
Trinta anos depois, o álbum permanece relevante. Por um lado, sua produção influenciou bandas como Foo Fighters e Muse. Por outro, sua capa controversa continua a ser discutida em debates sobre arte e cultura.
Acima de tudo, Nevermind mostrou que a música podia ser ao mesmo tempo profunda e popular. Enquanto Bleach foi o começo e In Utero o desafio, este álbum foi o momento em que tudo se encaixou, para o Nirvana e para o rock.
Em resumo, não foi apenas um disco, mas um divisor de águas. Portanto, entender Nevermind é entender não apenas o Nirvana, mas toda uma geração.
| Bleach (1989) | Nevermind (1991) | In Utero (1993) |
|---|---|---|
| Produção caseira | Produção profissional | Produção abrasiva |
| 40 mil cópias | 30 milhões+ | 15 milhões+ |
| Grunge puro | Grunge-pop | Art-punk |
“Nevermind não foi apenas um álbum, foi um terremoto cultural que enterrou os anos 80 e inaugurou uma nova era.” – Dave Grohl, 2021
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