King Princess transforma faixa do Geese em hino queer e agita redes sociais

King Princess transforma faixa do Geese em hino queer e agita redes sociais

A artista apresentou uma versão poderosa de “Au Pays du Cocaine” no programa Live Lounge da BBC, chamando a música de “hino lésbico” e dando novo significado à letra.


King Princess chamou atenção recentemente ao lançar uma versão cover de “Au Pays du Cocaine”, música originalmente do grupo indie rock Geese. A performance aconteceu no tradicional programa BBC Radio 1 Live Lounge, onde artistas costumam interpretar versões próprias de faixas marcantes e a reação do público e da mídia foi imediata.


Uma nova leitura para um hit recente

A música original, lançada pelo Geese em 2025 como parte do álbum Getting Killed, já vinha sendo celebrada por fãs e críticos. No entanto, ao apresentar sua interpretação no Live Lounge, King Princess deu ao som uma nova camada emocional e significado social.

Em entrevista à BBC, a artista descreveu a faixa como um “hino lésbico”, explicando que a letra, em especial a frase “You can change and still choose me”, ressoa fortemente com experiências queer e relações que equilibram individualidade e compromisso.


A visão de King Princess sobre a letra

Quando perguntada sobre por que escolheu essa música, King Princess destacou que o que a atraiu foi justamente a forma como a letra parece capturar amor, identidade e escolha mútua, especialmente em contextos LGBTQ+. Para ela, esses temas fazem da canção algo além de um simples cover, é uma afirmação emocional que toca diferentes públicos dentro da comunidade queer.


Como a homenagem foi recebida

A versão de King Princess chegou em um momento em que tanto ela quanto o Geese estão em evidência: enquanto a artista segue promovendo seu terceiro álbum Girl Violence (2025), o Geese tem ganhado destaque com suas próprias apresentações e críticas positivas ao álbum Getting Killed.

A repercussão envolve tanto fãs de rock quanto comunidades LGBTQ+, com muitos elogiando a coragem de reinterpretar o som de um grupo emergente sob uma perspectiva pessoal e culturalmente impactante.


A história por trás da faixa original

“Au Pays du Cocaine” faz parte do trabalho mais recente do Geese, lançado em Setembro de 2025. O álbum Getting Killed foi amplamente comentado pela crítica como um dos destaques do rock indie contemporâneo, combinando art rock e experimental com letras marcantes.

A banda também fez sua estreia no programa Saturday Night Live em Janeiro de 2026, tocando a mesma canção que ganhou nova vida nas mãos de King Princess.


O impacto cultural dessa nova interpretação

O cover expandiu o alcance da música para audiências que talvez não tivessem ouvido o original, e ao mesmo tempo trouxe discussões sobre identidade, amor queer e representação na cena rock atual. A interpretação foi vista por muitos como uma reconstrução cultural da canção, dando a ela uma camada de significado social relevante neste momento.


O que esperar a seguir

Com o interesse crescente em torno do Geese e a presença contínua de King Princess em programas internacionais, é provável que essa versão do hit continue circulando nas playlists, comunidades online e mídias musicais ao longo de 2026.

Um encontro futuro entre as duas artistas, seja em performances ao vivo ou colaborações, poderia se tornar um dos momentos mais comentados da cena musical deste ano.

Paulo Stelzer

Músico amador e redator no Musicante, dedico-me a explorar a trajetória de artistas, bandas e álbuns que deixaram sua marca na história da música. Com um olhar analítico e apreciativo, busco revelar curiosidades, contextos e detalhes que enriquecem a experiência de ouvir e entender grandes obras.Interessado em diálogos sobre música? Sinta-se à vontade para acompanhar meus artigos ou entrar em contato.