Fim do jejum: The Cure conquista seu primeiro Grammy após 50 anos de espera

A banda de Robert Smith finalmente recebe o reconhecimento da Academia em uma vitória carregada de simbolismo para o rock alternativo e a cultura gótica.
A 68ª edição da premiação corrigiu uma das maiores injustiças históricas da indústria fonográfica. Na noite de ontem, o The Cure subiu ao palco para receber o gramofone dourado de Melhor Álbum Alternativo por Songs Of A Lost World, encerrando um ciclo de décadas sem vitórias na cerimônia.
A consagração veio acompanhada de uma ovação de pé que durou minutos. Robert Smith, fiel ao seu estilo introspectivo, agradeceu de forma breve, dedicando o prêmio aos fãs que mantiveram a chama da banda acesa durante os longos anos de hiato em estúdio.
O impacto da vitória foi sentido imediatamente no cenário global. Songs Of A Lost World não apenas dominou as paradas de vendas, mas provou que a sonoridade densa e melancólica do grupo continua extremamente relevante para as novas gerações. A crítica especializada já aponta o disco como um marco da década.
Durante a cerimônia, diversos artistas da nova escola fizeram questão de prestar reverência aos veteranos. O triunfo do The Cure é visto por analistas como um sinal de que a Academia está voltando a valorizar álbuns conceituais e produções que privilegiam a atmosfera sonora em detrimento de fórmulas prontas.
A vitória do grupo britânico reforça a força do rock que não se dobra a tendências passageiras. Com um trabalho que explora a finitude e a beleza da tristeza, Robert Smith e companhia mostraram que o tempo, por vezes, é o melhor aliado da verdadeira arte.







